Apóstolo Rubens

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Sex, 18 de Maio de 2012 15:12

UM TEMPLO OU UM TEATRO

Os homens parecem nos dizer: “Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão. Queremos um método mais eficaz. Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidoras de Cristo é um processo demorado. Vamos abolir a separação que existe entre os regenerados e os não regenerados. Venham à igreja, todos vocês, convertidos ou não convertidos. Vocês têm bons desejos e boas resoluções: isto é suficiente; não se preocupem com mais nada. É verdade que vocês não creem no evangelho, mas nós também não cremos nele. Se vocês creem em alguma coisa, venham. Se vocês não creem em nada, não se preocupem; a dúvida sincera de vocês é muito melhor do que a fé”.

 Talvez o leitor diga: “Mas ninguém fala desta maneira”. É provável que eles não usem esta linguagem, porém este é o verdadeiro significado do cristianismo de nossos dias. Esta é a tendência de nossa época. Posso justificar a afirmação abrangente que acabei de fazer, utilizando a atitude de certos pastores que estão traindo astuciosamente nosso sagrado evangelho sob o pretexto de adapta-lo a esta época progressista.

 O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que zelo de Deus?

 Aí de mim! Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas; e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza. Não me demorarei mais falando a respeito desta proposta tão deplorável.

 É incrível que este artigo tenha sido escrito por nada mais que C.H. Spurgeon. Agora imaginem quantos anos atrás e depois concluamos se é profético ou não. Podemos aceitar essa mensagem como contemporânea? Claro que sim, pois homens como esse foram além do seu tempo na revelação e na pregação da palavra. Falaram para o seu tempo, provavelmente sim, mas sem dúvida nenhuma Deus sabia que essa palavra iria varar o tempo e chegar até nós, tão fresca como naquele tempo. Quem sabe se a igreja tivesse dados ouvidos a essa exortação, na época em que ela foi anunciada, não estaria na situação em que está.

Qua, 04 de Janeiro de 2012 15:29

AMIZADE

Quando à corte silente do pensar
Eu convoco as lembranças do passado,
Suspiro pelo que ontem fui buscar,
Chorando o tempo já desperdiçado,
Afogo o olhar em lágrima, tão rara,
Por amigos que a morte anoiteceu;
Pranteio dor que o amor já superara,
Lastimando o que desapareceu.
Posso então lastimar o erro esquecido,
E de tais penas recontar as sagas,
Chorando o que já chorado e já sofrido
Tornando a pagar contas todas pagas.
Mas, amigo, se em ti penso um momento,
Vão-se as penas e acaba o sofrimento. (Soneto 30, Shakespeare)

Esse soneto de Shakespeare fala sobre a importância da amizade, no soneto 29, ele declara que a amizade é mais importante que as riquezas do Rei. Isso me faz lembrar que o Senhor Jesus, disse certa vez que já não nos considerava irmãos, mas, amigos e que amigos muitas vezes são mais chegados que irmão, diz a bíblia.

Como sinto falta de um amigo em particular, não porque ele era especial em me ajudar ou atender, simplesmente porque eu sinto sua falta. Esse sentimento é que demonstra onde há uma verdadeira amizade, quando sua ausência dói e sua importância é maior que a riqueza. Querido amigo Rubens Silva, sinto sua falta!

Graças a Deus ainda tenho um grande amigo, amigo fiel e compreensivo. Compreende minhas falhas e meus lapsos de ausência insana que não refletem o que tenho no coração. Amo esse amigo porque ele sempre está quando volto à razão pura e simples de procurar nele, minha própria paz. Um amigo que não me recrimina, mas que me ajuda a entender e mudar minhas falhas. Um amigo que não posso recriminar porque mesmo que buscasse, não encontraria nele falha alguma.

Não posso esconder dele, nenhum sentimento, nenhum pensamento, quando estou diante dele, é como se eu estivesse pensando alto. Nunca poderia usar de falsidade diante dele, é isso, não por causa da minha própria qualidade, mas simplesmente por causa da sua própria fidelidade. Sua fidelidade à nossa amizade constrange-me a ponto de não poder ser desonesto diante dele. Com ele sempre posso então compartilhar meus mais profundos anseios e dores. Meu amigo fiel de quem nunca sentirei falta, porque sempre estará comigo e nunca me deixará. Jesus Cristo! (meu)


Ter, 26 de Julho de 2011 15:34

SUSPEITA INJUSTA

Uma lenda chinesa conta a seguinte história: Certo homem perdeu seu machado. Suspeitou imediatamente que o filho do vizinho o havia roubado. Assim que avistou o menino, teve a impressão de estar vendo alguém que acabara de roubar um machado; quando o ouviu falar, suas palavras soaram como as de alguém que acabara de roubar um machado. Todas as suas atitudes e gestos eram os de quem acabara de roubar um machado. Mais tarde, quando estava cavando uma vala, encontrou o machado perdido. No dia seguinte, ao tornar a ver o filho do vizinho, achou que as suas atitudes e gestos não eram mais as de quem acabara de roubar um machado. O menino não mudou, quem mudou foi o homem! E a única razão para essa mudança jaz em sua suspeita.

 Essa história serve para ilustrar também a questão da injustiça provocada pela “fofoca”, que se faz de uma pessoa. Muitos não entendem que falar de alguém, é lançar suspeita sobre aquela pessoa. Se o comentário que se faz é certo ou não, existe um grado de maldade quando se comenta a respeito de alguém, principalmente porque em muitos casos, não se conhece o famoso, “outro lado”, sempre existe um “outro lado”, e sem conhecê-lo, provavelmente se emitirá um juízo equivocado e se lançará suspeita sobre a pessoa errada. Lançar suspeita é mudar a visão que se tem de uma pessoa, e fazer isso gratuitamente é maldade, é pecado. Na justiça dos homens, quando se faz isso, tem que se provar, senão é passível de condenação, e na justiça de Deus, como será?

Jesus Cristo deixou claro, assim como explica também a história que mencionei, que o problema está dentro de quem levanta suspeita, em muitos casos. “E continuou: O que sai do homem é que o torna 'impuro'. Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro”. Mc 7:20-23

Calúnia é o ato de tentar desacreditar alguém, e essa atitude está baseada na imaginação impura, muitas pessoas estão predispostas a acreditar em tudo que ouve, um caluniador é alguém que sempre está levantado pessoas a ativar essa predisposição. Isso implica em outra maldade, a de não apenas prejudicar a pessoa caluniada, mas a pessoa que ouve a calúnia. Por isso devemos como diz a própria Bíblia, deixar toda calúnia, abandonar urgente esse hábito, baseado na pura maldade do próprio coração.

Qua, 08 de Junho de 2011 17:15

Carta Apostólica março/2011

Uma das razões pelas quais o apostólico é restaurado, é a necessidade urgente de se restabelecer o governo de Cristo atra-vés do Reino, infelizmente o que vemos é o homem fazendo as coisas a sua ma-neira. Somente seremos plenamente restaurados se Cristo estiver reinando em nós e sua palavra viva, vivificando-nos cada dia.

Download do Arquivo em Português

Ter, 24 de Maio de 2011 15:05

DEUS VERÁ

DEUS VERÁ

Há muito tempo, na Grécia antiga, um idoso escultor estava lapidando um bloco de pedra. Usava de todo cuidado, examinando a rocha com o formão, lascando um fragmento por vez, avaliando as medidas com as suas mãos vigorosas antes de dar mais um talho. Quando estivesse pronta, a peça serviria de capitel, parte superior das colunas, sendo içada e colocada sobre o topo de um comprido pilar. E a coluna, assim, comporia o suporte do teto de um suntuoso templo.

- Para que gastar tanto tempo e esforço nessa parte?  - perguntou um funcionário do governo que passava. – essa peça vai ficar quinze metros acima do chão. Nenhum olho humano será capaz de ver esses detalhes.

O velho artista pôs de lado o martelo e formão, olhou fixamente para seu inquiridor e respondeu:

- Mas Deus verá!

Deus sempre vê, Deus está vendo, que segurança, que paz, mas que responsabilidade andar diante de um Deus que vê e conhece as pequenas coisas, os pequenos detalhes.

São nas pequenas coisas ou nos pequenos detalhes que somos capazes de conhecer nossas verdadeiras fraquezas. Pedro foi capaz de andar sobre as águas, mas não suportou a pressão de uma empregada. Elias enfrentou 450 homens e quando uma mulher o ameaçou, saiu correndo.

Charles Spurgeon disse certa vez que: “Os pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões”. Nas coisas grandes ou pequenas, devemos exercer fé, obediência, perseverança e confiança em Deus que tudo vê. Somos estimulados a não dar muita importância às pequenas coisas. Recentemente descobri que os cupins, pequenos e insignificantes, tinham destruído um móvel inteiro do escritório sem que nós percebêssemos.  Só percebemos que o móvel estava completamente inutilizado, todo oco por dentro da madeira, aparentemente normal e inteiro por fora, um pequeno e frágil cupim, uma destruição total. É por isso que a palavra de Deus nos alerta a ter cuidado com as pequenas raposas, pois eles podem destruir toda uma vinha. Deus vê tudo, inclusive os ínfimos detalhes.

Qua, 23 de Março de 2011 10:08

A Verdade Vencerá

Essa historia se baseia em historias do livro de Esdras na Bíblia. Zorobabel foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 a.C

Quando foi corado rei da Pérsia, Dario mandou celebrar uma grande festa para todos os seus súditos espalhados em cento e vinte e sete províncias.

Terminada a Festa voltou ao Palácio e adormeceu, mas foi logo despertado pela conversa dos três vigias encarregados da guarda dos seus aposentos.

Eles discutiam cerca do que seria a coisa mais forte do mundo; e, à medida que foram falando alto demais e despertaram o rei. Mas este, certa vez ao em vez de mandá-los calar, prestou atenção na discussão. Estavam dizendo:

- Vamos escrever uma frase cada uma dizendo qual é a coisa mais forte e vamos colocar os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, ele e os três príncipes da Pérsia decidiram qual a opção mais sábia. O vencedor receberá grandes dádivas pelo mérito.

Fizeram conforme o combinado. O primeiro escreveu: “O vinho é o mais forte.”

O segundo escreveu: “O rei é o mais forte”

O Terceiro escreveu: “acima de tudo, a verdade prevalecerá.”

E colocaram as frases sob o travesseiro do rei. No dia seguinte, ele se dirigiu à sala de julgamento com todos os príncipes e governadores das províncias, e mandou buscar os três jovens para que justificassem suas opiniões.

Aquele que considerava o vinho como a coisa mais forte do mundo levantou-se e disse:

- Mas que força tem o vinho! É capaz de transformar em tolos mesmo os homens mais grandiosos. O rei mais poderoso é a criança mais ignorante se igualam sob as forças, Os tristes se alegram sob seus efeitos. Faz com que todos, até mesmo os mais pobres, sintam-se ricos. Ao falar, se envaidecem; a memória se lhes oblitera; de tal forma que, se estivessem plenos de amor ou em meio a uma discussão diante dos cálices, tudo passa a ter o mesmo valor porque depois tudo cai no esquecimento. Se o vinho causa esses efeitos, não seria ela a coisa mais forte do mundo?

E o segundo defendeu seu argumento com as seguintes palavras:

- O rei é poderoso, acima de todas as coisas. Mandam-se os soldados irem à guerra, eles vão. Atravessam campos, cruzam montanhas, derrubam as muralhas das cidades e atacam as torres, e depois de conquistado o país, trazem os frutos para o rei. Da mesma forma, o camponês ara a terra e faz a colheita do que semeou, pagando depois grande parte de sua safra em tributos ao rei. É apenas um homem, mas se pronuncia uma sentença de morte, ela é cumprida. Ordena-se que alguém seja culpado, se salva uma vida. Todos os súditos o obedecem, e ele faz o que lhe agrada. Dignidissimos juízes, não seria isso prova suficiente de que o rei é mais poderoso dentre todas as coisas?

E o terceiro, então, falou. Zorobabel era seu nome.

- Ó rei! Grandiosa é a verdade, mais forte do que todas as coisas. O vinho é perverso, o rei é perverso, os filhos dos homens são perversos e todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna. É sempre forte; nunca morre, tampouco é derrotada. Prescinde do respeito entre as pessoas e não pode ser corrompida. Faz o que é justo. É a força, o domínio, o poder e a majestade de todos os tempos. Abençoado seja o Deus da verdade.

Ao concluir assim o que tinha a dizer, o povo irrompeu em estrondoso clamor:

- Grandiosa é a verdade, soberana de todas as coisas.

E o rei disse:

- Pede o que quiseres. Tu és o mais sábio.

E o jovem disse:

- Lembrai-vos da promessa de construir Jerusalém no dia em que subistes ao trono, Majestade. Foi assumido o compromisso de reconstruir nosso templo, e agora, ó Rei, meu desejo é que vos mantenhais junto da verdade, e cumprais a promessa que fizestes diante do Rei dos céus.

Em seguida, o rei fez-lhe uma saudação e o e o enviou a Jerusalém, em júbilo.  E o jovem voltou-se para o céu e disse uma prece a Jeová:

- Vós concedeis a vitória, vós concedeis a sabedoria. Vossa é a glória, e eu sou vosso servo.

E assim, pela sabedoria do jovem Zorobabel, o rei da Pérsia foi persuadido e reconstruir Jerusalém.

A verdade é o maior poder da terra, e a verdade não é um conceito, ou uma doutrina filosófica, a verdade é uma pessoa. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” (Jo 14:6), disse Jesus. A verdade é tão poderosa que a única coisa que pode contra a verdade é a própria verdade. Mesmo que custe, mesmo que haja prejuízo, falemos a verdade, assim Deus poderá fazer justiça.

Seg, 28 de Fevereiro de 2011 23:04

EXTREMA PACIÊNCIA

Na Bíblia há uma palavra usada com respeito ao caráter de Deus, que é a palavra “Longanimidade”. Esta palavra expressa “paciência extrema”, no inglês se usa a expressão, “paciência curta”, em português, “pouca paciência”, mas dificilmente é usada a expressão “longa paciência”, e esse é o significado da palavra longanimidade.

É uma palavra composta de duas palavras gregas “Makros”, que significa longo ou grande, e “Thumos”, que significa ânimo ou disposição.

 Fica mais fácil então, a partir do conhecimento destas palavras que, paciência é uma disposição, ou melhor dito, uma atitude para com as pessoas de nunca perder a paciência, por mais desagradáveis que sejam. Essa paciência é base para as coisas mais importantes dessa vida.

É a base da humildade (Ec 7:8)

É a base da comunhão (Pv 15:18)

É a base para a sabedoria (Pv 14:29)

 Longanimidade é a paciência de Deus, e essa paciência está na oportunidade que ele dá aos homens para que se arrependam e creiam no Evangelho. Nessa paciência, Deus não está apenas esperando, ele está chamando os homens para que se arrependam.

Deus espera e busca com paciência pelo arrependimento do homem, mas o homem insiste em permanecer em condenação, ele abusa da paciência de Deus, seguindo na sua obstinação, até que um dia encontre sua rejeição final. Neste sentido a paciência de Deus dura muito, buscando sempre dar está oportunidade paciente, do arrependimento do pecador.

 Vamos aproveitar os tempos da paciência de Deus chamados de Graça, e caminhar juntos, dispostos a ter uma atitude melhor com as pessoas. Por mais difíceis que sejam os relacionamentos, e são, vivamos o caráter de Cristo. Paciência!

Ter, 15 de Fevereiro de 2011 15:32

A VERDADE E A MENTIRA

Houve uma ocasião em que a verdade e a mentira se encontraram numa estrada.

- Boa tarde! – disse a verdade.

- Boa tarde! – retrucou a mentira. – Como você tem passado?

- Sinto dizer que não vou lá tão bem.  Sabe, os tempos andam difíceis para uma pessoa como eu – lamentou-se a verdade.

- É, dá para perceber – disse a mentira, olhando de cima para baixo as roupas esfarrapadas da verdade – parece que você não faz uma boa refeição há algum tempo!

- Para ser honesta, não faço mesmo – admitiu a verdade – ninguém mais quer usar meus serviços. Onde quer que eu vá, muita gente me ignora ou faz pouco de mim. Estou perdendo o ânimo, sabe. Estou começando a me perguntar se vale à pena continuar assim.

- E porque então você continua? Venha comigo que eu vou lhe mostrar como se dar bem. Não há razão nesse mundo para você deixar de comer o que quiser, como eu, nem de se vestir, com as melhores roupas, como eu. Mas prometa que não vai dizer nada absolutamente nada contra mim enquanto estivermos juntas.

A Verdade prometeu e concordou em acompanhar a Mentira, por algum tempo por não gostar de sua companhia, mas por ter tanta fome que estava prestes a desmaiar se não colocasse alguma coisa dentro do estômago. Seguiram as duas pela estrada até chegarem a uma cidade e a Mentira foi logo conduzindo a Verdade para melhor mesa do melhor restaurante das redondezas.

- Garçom, traga a carne mais apetitosa, as sobremesas mais gostosas e o vinho mais saboroso que tiverem – pediu ela, e as duas passaram a tarde inteira comendo e bebendo do bom e do melhor. Por fim, quando já não agüentava mais, a Mentira começou a bater na mesa com o punho cerrado e a chamar pelo gerente, que veio correndo.

- Que diabo de lugar é esse? Eu entreguei uma moeda de ouro ao garçom há quase uma hora e ele ainda não trouxe o troco.

O gerente mandou chamar o garçom, que disse não ter recebido um centavo sequer daquela senhora.

- O que? – gritou a Mentira, chamando a atenção de absolutamente todo o mundo ali presente – Não posso acreditar numa coisa dessas! Duas inocentes e respeitáveis cidadãs chegam a uma casa como esta para almoçar e vocês tentam roubar-lhes o dinheiro ganho com muito suor! Vocês são um bando de ladrões mentirosos. Podem me enganar uma vez, mas estejam certos de que não vão me ver nunca mais. Tome! – E jogou uma moeda de ouro nas mãos do gerente – E não vá se esquecer do meu troco outra vez.

O gerente, porém, receando pela reputação do restaurante, recusou-se a aceitar a moeda e trouxe o troco para a primeira que a Mentira dizia ter entregado ao garçom. Levou depois o garçom para o canto, chamou-o de canalha e disse que estava pensando em demiti-lo. E por mais que o pobre negasse ter recebido um centavo sequer da freguesa, o gerente continuou sem acreditar nele.

- Ora essa, onde foi para a Verdade?- murmurou baixinho o garçom – Será que ela abandonou as pobres almas devotadas?

“Não, estou bem aqui”, resmungou a Verdade consigo mesma, “mas meu juízo cedeu a minha fome e agora não poso dizer nada sem quebrar a promessa que fiz a Mentira”.

Assim que as duas saíram na rua, a Mentira soltou uma tremenda gargalhada e congratulou-se com a Verdade:

- Está vendo como o mundo funciona? Você não acha que eu me saí muito bem?

Mas a Verdade se afastou dela.

- Prefiro morrer de fome a viver como você.

E então a Verdade e a Mentira se separaram; e jamais tornaram a se encontrar.

Esse texto contém uma lenda grega sobre a honestidade. Gostei desse texto, pois ele expressa algo que ocorre nos dias de hoje de diversas maneiras. Como a mentira permeia a sociedade, como ela conduz muitas pessoas em seu viver diário.  Outro ponto interessante é a falta de entendimento entre a mentira e a verdade, como são duas coisas antagônicas que não podem estar juntas num paralelo e tampouco convergir em qualquer momento. Há uma distancia muito grande entre a verdade e a mentira, a origem de uma é bem diferente da outra. Jesus Cristo disse que a origem da mentiram é satânica, que o diabo é o pai da mentira (Jo 8:44). Ao contrário, a verdade é divina, divindade em pessoa, pois ela é uma pessoa Jesus Cristo. O Espírito de Deus é o espírito da verdade. Deus não pode mentir, e o diabo é o pai da mentira porque não há verdade nele.

O hábito de mentir, qualquer tipo de mentira, não se pode classificar mentiras em: grandes ou pequenas, importantes ou sem importância, perigosas ou inocentes, mentira é mentira, sua origem sempre é satânica e seus resultados terríveis. Te digo algo: “É melhor sofrer o castigo da verdade do que viver o suposto livramento da mentira”. Mais adiante o castigo da mentira, redundará em alegria e satisfação e o suposto livramento que uma mentira pode trazer, resultará em castigo e aflição. A VERDADE SEMPRE LIBERTA, A MENTIRA SEMPRE APRISIONA, no final de tudo. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Disse o Senhor Jesus Cristo, o único caminho, a única verdade e a única vida.

Qua, 02 de Fevereiro de 2011 22:12

A MALDIÇÃO DO HOMEM MODERNO

Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje – a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus.

Embora Jesus Cristo tenha vindo a este mundo, este é o pecado supremo dos incrédulos, o qual levou o homem a não sentir – nem sentirá – a presença dele, que permeia todas as coisas. O homem não pode ver a verdadeira luz, tampouco pode ouvir a voz de Deus de amor e de verdade.

 Temos nos tornado uma sociedade “profana”, completamente envolvida em nada mais do que os aspectos físico e material desta vida terrena. Homens e mulheres se gloriam do fato de que são capazes de viver em casas luxuosas, vestir roupas de estilistas famosos e dirigir os melhores carros que o dinheiro pode comprar, coisas que as gerações anteriores nunca puderam ter. Essa é a maldição do homem moderno, ele é insensível, cego e surdo em sua prontidão de esquecer que existe um Deus, (A.W. Tozer – Revista fé para hoje).

 O secularismo moderno adotou a idéia de que possuir bens constitui uma boa vida, muitos passam a vida correndo atrás da sua chance de conquistar muitas coisas, imaginando-se posando de boa vida por todos os lugares. Infelizmente em muitos casos o cristianismo de hoje está sendo transformado por essa sociedade e não transformando essa sociedade como deveria, pois também se envolveu na triste sina de que dinheiro é fundamental, aí nos temos os grandes “astros da fé”, que por todos os lados onde os vemos, o dinheiro está envolvido. Alguém uma vez escreveu a respeito disso uma vez e disse: “As almas estão realmente sendo salvos, mas a que preço? O que acontece é que no final, as pessoas acabam indo a igreja, como vão ao supermercado, dispostos a comprar algo que faz bem pra vida.

 O ultimo censo, o de 2010, vai declarar que os cristãos hoje no Brasil são 40 milhões, que maravilha. A pergunta mais pertinente e que não pode calar é, quantos efetivamente estão vivendo o propósito de Deus como o objetivo maior nas suas vidas? Quantos estão ouvindo e buscando a Deus de todo coração, nem um pouco preocupados com aquilo que ele lhes pode dar e preocupados em amá-lo e adorá-lo como ele merece?

A única coisa que traz desconforto as trevas é a luz, nada mais, a única maneira deste mundo ver e sentir que há uma presença, que há um Deus é quando entram em contato conosco. Este impacto precisamos causar no homem moderno, que ele saiba que existe um Deus, que ele é real e que está disposto a salvá-lo, fazendo-o entender que há algo em sua vida mais valioso do que tudo o que ele pode alcançar ou comprar, sua alma!

Qua, 29 de Dezembro de 2010 23:22

MAR DA GALILÉIA OU MAR MORTO

Na terra de Israel há dois lagos, um é chamado de Mar da Galiléia e outro Mar Morto e um rio muito importante e conhecido chamado, Jordão. Ambos lagos devem sua existência ao rio, o Mar da Galiléia tem uma qualidade notável, cada gota de água que recebe é a mesma que ele deixa passar para fertilizar os campos as suas margens. Ele sabe que deve a sua existência ao rio, e que sem ele logo desapareceria, contudo sabe também que ao deixar passar a água outros se beneficiam.

Ao contrário, o Mar Morto, absorve toda a água que recebe e não deixa sair uma gota sequer. Nele não há vida, está morto como seu nome.

Como podemos comprar isso com a vida cristã? Cristo disse: “Aquele que crê em mim, como disse a escritura, do seu interior correrão rios de água viva”. Cristo é para nós como o rio Jordão, uma corrente de água vivificante que nos renova constantemente, mas como o Mar da Galiléia, devemos compartilhar esses benefícios depois de saciados.

 Nosso Deus nos concede um rio de bênçãos para que tenhamos vida abundante. Deu-nos seu filho Jesus Cristo, nos deu seu Espírito Santo, nos deu de presente a sua palavra e sua igreja. Mas também nos coloca na condição de compartilhar tudo isso, caso contrário, nós podemos nos transformar no Mar Morto, que sabe receber, mas nunca experimentou a alegria imensa de compartilhar.

Que tomemos a decisão de compartilhar o que Deus nos dá, as nossas margens, muitas pessoas necessitam dessa água, desse regar, para conhecerem a verdadeira vida. É tempo de manifestar o reino, regando as nações com a palavra viva, com a água que mata a sede para sempre.

Jack R. Taylor

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