Esse é o poema que eu mais gosto, gosto como fala da família e como fala de Deus como Pai, o amor de Deus em nos dar duas casas maravilhosas. Minha casa, minha família, meu lar e o mundo que ele criou, onde habito. Aproveito esse poema para refletirmos sobre nosso lar e como podemos transformar esse mundo, que, enquanto não alcançamos nosso lar celestial é também nossas casa. Observe bem esse poema:
De todas as casas no mundo
A que eu mais gosto no fundo,
É onde acordo e vou brincar
E onde deito para descansar
O suor do meu pai a construiu;
Minha mãe a torna um lar;
Lugar tão lindo nunca se viu
Não adianta procurar.
Quartos limpos, claros e brilhantes;
Com quadros, brinquedos, biblioteca,
Comida, roupas, camas e estantes,
Para toda a meninada sapeca.
Trabalhamos de verdade,
Ajudando a mantê-la limpinha;
É um palácio de felicidade,
Onde a mamãe é a rainha.
Pela força do Pai está protegida,
Um rei de bondade e saber,
A quem prestamos a honra devida,
E vamos sempre obedecer.
Mas sempre que saio ao aberto
Eu vejo esse céu imenso,
Estou na casa do Pai, é certo,
E sei que seu amor é intenso.
Deus é Pai – e Mãe, como não?
Esse mundo é minha casa sim;
A grama verde é o meu chão,
O Teto é o céu azul sem fim.
Há quadros em toda direção;
Nos campos, comida há de sobra;
E toda a sua criação
É uma linda e boa obra.
Sua poderosa força me conduz,
Seu amor de pai me faz feliz;
Seus caminhos são de alegria e luz,
Suas leis são justas e gentis.
E seus filhos, que nesta casa vem morar,
Junto à maravilha e ao mistério,
Devem aprender sua verdade e se amar,
E confiar no seu amor e critério.
Agradeço-vos, Pai, por estas moradias,
Onde podemos convosco habitar,
Sem medo, dividindo as alegrias
Que vós nos destes sem nada cobrar.
(Henry Hallam Tweedy)